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Quanto o universo me paga para não estar no Facebook
Duas curtas advertências: [1] sou tão superficial quanto qualquer um; [2] claro que um dia vou capitular: claro que um dia vou fazer parte da rede social mais popular do planeta. Isso não muda o fato de que o universo me paga, dia após dia, para não ceder ao Facebook. Falo, é claro, do universo offline do café com bolo de fubá, da travessia de ferryboat, da casa alugada na praia, do bolinho de carne seca comido no bar, de esperar que o amigo saia finalmente da sala de desembarque, da cortesia na fila do correio, das pessoas que imprimem livros e das que os compram, das ruas de Morretes, dos últimos pastores de ovelhas da Itália, da velha senhora que é tia de alguém e que mora sozinha entre [...]
